Às vezes eu fico com raiva das IAs. É tolice da minha parte, eu sei: é como ficar com raiva de um liquidificador.
Mas mesmo assim, eu fico.
Com o liquidificador isso não acontece. Se não funciona, eu digo: “quebrou.” Pronto, outro liquidificador. Ninguém espera que ele bata melhor do que ontem nem que entenda que hoje eu quero um smoothie com menos espuma. É um liquidificador.
A IA, por outro lado, fala, responde, parece que entende… e é aí que mora a armadilha. Quando ela falha, a gente não pensa “quebrou.” A gente pensa: “me fez perder tempo.” Atribuímos culpa. Como se ela tivesse intenção.
A raiva é irracional, mas inevitável. E o mesmo acontece com seus clientes quando conversam com a sua empresa.
Eles não dizem: “o bot quebrou.” Eles sentem: “a empresa não me atendeu bem.” Porque, para o cliente, o chatbot é você.
E aí está o ponto:
- Se o seu bot é genérico, é como colocar para atender alguém que não sabe quem você é nem o que vende.
- Se o seu bot é personalizado, ele faz parte da sua equipe: responde no seu estilo, conhece sua oferta e atende com coerência.
E então a diferença é enorme: Um chatbot pode atrair clientes — ou fazê-los ir embora. Tudo depende de como você o trata: como um liquidificador ou como um funcionário que representa o seu negócio.
E sim, eu fico com raiva da IA porque sou humano — assim como seus clientes 🙃. A diferença é que, quando eles se frustram, não é com a máquina: é com a sua empresa.