Você já percebeu que aqueles chatbots que te dão uma lista de opções e pedem pra digitar um número ou uma letra de acordo com o que você quer escolher, na verdade são sites disfarçados de conversa?
Esses diálogos com botões, menus e respostas prontas são chatbots sem IA. Por isso sempre funcionam dentro de um roteiro fixo.
Isso é ruim? De jeito nenhum. Um chatbot rígido pode ser muito útil: trabalha com dados estruturados, nunca improvisa e sempre responde igual. O ponto fraco é que ele transfere parte do esforço para o cliente — como aqueles menus telefônicos que te obrigam a apertar opções até chegar onde queria.
Um chatbot com IA, por outro lado, entende texto livre, interpreta intenções e responde com flexibilidade. Mas — e aqui está a armadilha — se você não se dedicar, ele pode inventar, se confundir ou responder qualquer coisa.
E caímos na ironia de colocar mais inteligência humana para preparar um chatbot sem IA do que para preparar um com IA. A aparência “inteligente” do segundo nos engana — e esse é o erro.
A conclusão:
- Sem IA: o chatbot é robusto, rígido, exige mais do cliente e resolve bem o básico, mas pode frustrar.
- Com IA: é flexível e poderoso, mas de duplo fio — com uma implementação cuidadosa, vira um assistente diligente, confiável e econômico; sem a devida preparação, pode acabar jogando contra o seu próprio time.